REAPROVEITAMENTO DE LIXO ELETRÔNICO PARA CONSTRUÇÃO DE CÉLULAS SOLARES SENSIBILIZADAS POR CORANTE: UMA ABORDAGEM PARA MITIGAÇÃO DO RISCO TOXICOLÓGICO E AMBIENTAL DE RESÍDUOS ELETROELETRÔNICOS

  • Esther Lopes Ricci Universidade Presbiteriana Mackenzie
  • André Rinaldi Fukushima Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - USP https://orcid.org/0000-0001-6026-3054
  • Nathália Maria Moraes Fernandes Universidade Presbiteriana Mackenzie
  • Mateus Pena Salviano Universidade Presbiteriana Mackenzie
  • Delmárcio Gomes da Silva Universidade Presbiteriana Mackenzie
Palavras-chave: lixo eletrônico, risco toxicológico, nanotecnologia, célula solar DSSC, risco ambiental, educação ambiental

Resumo

O descarte inadequado de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE) representa um grave risco toxicológico e ambiental, devido à liberação de metais pesados (chumbo, mercúrio, cádmio), retardantes de chama bromados e precursores de dioxinas no solo e nos recursos hídricos. O Brasil figura como o 5º maior produtor mundial de lixo eletrônico, com mais de 2 milhões de toneladas geradas em 2019. Neste contexto, o reaproveitamento de componentes eletroeletrônicos constitui estratégia relevante para a redução da exposição humana e ambiental a substâncias tóxicas. O presente estudo investigou a viabilidade de reutilizar telas condutoras touch screen de consoles de videogame descartados como substrato para células solares sensibilizadas por corante (DSSC). Foram avaliados componentes alternativos: vidro condutor reaproveitado, pasta de dente com nanopartículas de TiO2, corantes naturais (urucum) e contraeletrodo de carbono (negro de fumo), comparados a uma célula padrão (vidro FTO, TiO2 nanoestruturado, corante de rutênio e contraeletrodo de platina). Os resultados demonstraram que o contraeletrodo de carbono e o corante de urucum apresentaram eficiência razoável a custo significativamente menor. A tela touch screen apresentou condutividade confirmada por multímetro, porém alta resistividade comprometeu a eficiência fotovoltaica. A iniciativa demonstra que o reaproveitamento de REEE para fins educativos e tecnológicos contribui para a mitigação do risco toxicológico associado ao descarte inadequado, promovendo a educação ambiental e a alfabetização em nanotecnologia.

Biografia do Autor

André Rinaldi Fukushima, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - USP
Possui graduação em Farmácia pela Universidade São Judas Tadeu (2008). Mestrado em Toxicologia e Análises Toxicológicas pela Universidade de São Paulo (2010) e Doutorado em Toxicologia pelo departamento de Patologia Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. Foi professor, ministrando a disciplina de Química farmacêutica na Universidade Guarulhos (2010 - 2014). Foi por 8 anos e meio Professor na Universidade São Judas Tadeu nos cursos de farmácia, nutrição, biologia, enfermagem, biomedicina e medicina veterinária. Ministra aulas como professor convidado em duas pós graduações. Tem experiência na área de Toxicologia, com ênfase em Análises Toxicológicas, atuando principalmente nos seguintes temas: drogas de abuso, crack,cocaína, cocaetileno, toxicologia, toxicologia forense, toxicologia dos praguicidas, praguicidas, anticolinesterásicos. Mais recentemente assumiu o cargo de coordenador da pós-graduação em Saúde Coletiva na Universidade São Judas Tadeu - SP, sendo essa a primeira Pós-graduação em Saúde Coletiva ofertada por Universidade Particular pelo periodo de 1 ano. Coordena a área regulação com foco no ENADE no Centro Universitário das Américas (FAM) e é Coordenador de Pesquisa e Extensão na Faculdade de Ciências da Saúde IGESP (FASIG).
Publicado
2026-06-16
Como Citar
Ricci, E. L., Fukushima, A. R., Fernandes, N. M. M., Salviano, M. P., & da Silva, D. G. (2026). REAPROVEITAMENTO DE LIXO ELETRÔNICO PARA CONSTRUÇÃO DE CÉLULAS SOLARES SENSIBILIZADAS POR CORANTE: UMA ABORDAGEM PARA MITIGAÇÃO DO RISCO TOXICOLÓGICO E AMBIENTAL DE RESÍDUOS ELETROELETRÔNICOS. Revista Intertox De Toxicologia, Risco Ambiental E Sociedade, 19(2). https://doi.org/10.22280/revintervol19ed2.613