Neurotoxicidade de Micotoxinas
Mecanismos Moleculares E Saúde Pública
Palavras-chave:
Micotoxinas, Neurotoxicidade, Estresse oxidativo, Alimentos contaminados, Saúde pública
Resumo
Micotoxinas são metabólitos secundários produzidos por fungos filamentosos que, ao contaminarem alimentos, representam um risco significativo à saúde pública. Embora seus efeitos hepato, nefro e imunotóxicos sejam amplamente descritos, evidências crescentes indicam impactos relevantes sobre o sistema nervoso. Esta revisão sistemática investigou os efeitos neurotóxicos das principais micotoxinas alimentares, com ênfase nos mecanismos moleculares envolvidos. Foram analisados 35 artigos publicados entre 2015 e 2025, identificados nas bases CAPES, BVS, SciELO e PubMed, segundo critérios PRISMA. Os resultados revelam que essas toxinas podem atravessar a barreira hematoencefálica e induzir estresse oxidativo, disfunção mitocondrial, apoptose, neuroinflamação e alterações no metabolismo de neurotransmissores e lipídios. A exposição crônica, mesmo em baixas concentrações, foi associada a déficits cognitivos, alterações comportamentais e possíveis contribuições para doenças neurodegenerativas. As evidências, majoritariamente baseadas em modelos in vitro e animais, alertam para a necessidade de regulamentações mais rígidas, especialmente frente a micotoxinas emergentes ainda não normatizadas. Conclui-se que a exposição alimentar a micotoxinas representa um risco neurológico relevante, demandando maior vigilância, aprofundamento científico e estratégias preventivas eficazes.
Publicado
2026-02-06
Como Citar
Scholten de Oliveira, S. G., & Eickhoff Copetti Casalini, C. (2026). Neurotoxicidade de Micotoxinas. Revista Intertox De Toxicologia, Risco Ambiental E Sociedade, 19(1), 28-56. https://doi.org/10.22280/revintervol19ed1.598
Seção
CIÊNCIAS BIOLÓGICAS II (FARMACOLOGIA - TOXICOLOGIA)
Copyright (c) 2026 Revista Intertox de Toxicologia, Risco Ambiental e Sociedade

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