Extrato de dioclea grandiflora (olho de boi) no processo de cicatrização

  • Gabriela Oliveira Xavier Universidade Anhembi Morumbi
  • Amanda Silva Universidade Anhembi Morumbi
  • Bruno Bordino
  • Rodrigo Sabino
  • Carlos Rocha Oliveira Professor Doutor da Universidade Anhembi Morumbi.
  • Valeria Maria de Souza Antunes Professora Doutora da Universidade Anhembi Morumbi.

Abstract

O olho de boi (Dioclea grandiflora) é uma planta encontrada no cerrado e na caatinga do nordeste brasileiro, da família Fabacea. Grande parte da população de cidades nordestinas, principalmente famílias que tem mais acesso ao cerrado, tem utilizado as raízes e principalmente as sementes desta planta.  O objetivo do presente trabalho foi aprofundar e verificar as informações passadas pela população e o que se tem hoje na literatura. Nessa perspectiva, foi necessário avaliar a atividade cicatrizante e o doseamento do teor de colágeno do extrato bruto obtido das cascas das sementes de “olho de boi” (Dioclea grandiflora) em fibroblastos humanos de recém-nascido do sexo masculino. A proliferação das células ocorreu após o tratamento com diferentes concentrações de extrato hidroalcoólico por 24 horas. O método desenvolvido teve como base todos os experimentos passarem pelo teste de viabilidade celular aplicando o corante azul de tripano e análise e interpretação em câmara hemocitométrica por microscopia, para a verificação da atividade cicatrizante, antioxidante e a presença de metabólitos secundários na semente. Foi um método preciso e de fácil execução. Além disso, é importante mostrar o quanto a biodiversidade brasileira traz de benefícios e avanços para pesquisas no setor de fitoterapia se realizados com ética e seriedade.

Author Biography

Gabriela Oliveira Xavier, Universidade Anhembi Morumbi
Este trabalho apresenta avaliar a atividade cicatrizante e o doseamento do teor de colágeno do extrato bruto obtido das cascas das sementes de “olho de boi” (Dioclea grandiflora).

References

1. QUEIROZ, L.P. Dioclea in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Atualizada em: 24/02/2015. Acesso em: 210/2018. Dioclea Kunth, 2. Disponivel em: .

2. MAXWELLl, R.H. The genus Dioclea (Fabaceae) in the New World. Illinois. Southern Illinois University, 1969.

3. ILLANNA PRISTO. Cicatrização de feridas: Fases e fatores de influência.Rio Grande do Norte. Universidade Federal Rural do Semi-Árido. (2012).

4. FERREIRA, E. C.; SILVA, J. L. L.; SOUZA, R. F. As propriedades medicinais e bioquímicas da planta Stryphnodendron adstringens, “barbatimão”. PMBPSAB. 10/03/2013. 14 a 32 DOI: 10.25242/886831120139.

5. HERNANDES, L. MARQUES DA S. P. L, PALAZZO F., CARLOS P. DE MELLO, J. Wound-healing evaluation of ointment from Stryphnodendron adstringens (barbatimão) in rat skin. Brazil Journal of Pharmaceutical Sciences, 24/03/2010, V 46, n 3.

6. FERREIRA, E. C.; SILVA, J. L. L.; SOUZA, R. F. As propriedades medicinais e bioquímicas da planta Stryphnodendron adstringens “barbatimão”. Perspectivas online: Biológicas & Saúde, v.11, n.3, p. 14-32, 2013.

7. LEACH J. M., Calendula officinalis and Wound Healing: A Systematic Review, Wounds, 08 de agosto de 2018, v 20.

8. ROQUE, A.A.; ROCHA, R.M.; LOIOLA, M.I.B. Uso e diversidade de plantas medicinais da Caatinga na comunidade rural de Laginhas, município de Caicó, Rio Grande do Norte (Nordeste do Brasil). Revista Brasileira de Plantas Medicinais, Botucatu, 2010, v.12, n.1, p.31-42.

9. LEITE N. S, LIMA A. et al. Avaliação das atividades cicatrizante, anti-inflamatória tópica e antioxidante do extrato etanólico da Sideroxylon obtusifolium (quixabeira). Revista Brasileira de plantas medicinais, Campinas, 2015, vol.17, n.1,p 164-170.
Published
2019-10-30
How to Cite
Xavier, G. O., Silva, A., Bordino, B., Sabino, R., Oliveira, C. R., & Antunes, V. M. de S. (2019). Extrato de dioclea grandiflora (olho de boi) no processo de cicatrização, 12(3), 13. https://doi.org/10.22280/revintervol12ed3.420