Características físico-químicas e toxicológicas do agrotóxico Espinosade

  • Larissa Bizon Unicamp
  • Priscila Boleta Gonçalves Unicamp
  • Marcelo da Roz de Campos Unicamp

Abstract

Espinosade é um agrotóxico utilizado no controle de pragas. Sua composição é a mistura de dois ingredientes em uma proporção típica de 85:15, sendo eles a espinosina A e espinosina D, respectivamente. Apresenta solubilidade moderada, coeficiente de partição octanol-água (Kow) e coeficiente de adsorção (Koc) altos e baixa constante de Henry. O valor adotado pela ANVISA, 2016, de dose de referência do composto é de 0,02 mg/kg/dia, sendo possível derivar um padrão de potabilidade de 0,09 mg/L. Os dados de toxicidade para biota aquática indicam maior toxicidade para o crustáceo Daphnia magna com CENO de 0,617 μg/L. Com tais valores foi possível encontrar o critério de proteção da vida aquática cujo valor obtido é 61,7 ng/L para a água doce. Como não foram encontradas ocorrências da substância no ambiente, não foi possível avaliar o seu risco para a vida aquática; porém seu uso é permitido no Brasil e União Europeia e mais estudos devem ser realizados sobre o Espinosade e seus efeitos. 

References

ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14725-2. Produtos químicos - Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente, Parte 2: Sistema de classificação de perigo, 2009. Disponível em: . Acesso em: 12 mai. 2016.

AGROFIT. Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários. Ministério da Agricultura e Pecuária e Abastecimento (MAPA). Consulta de ingrediente ativo. 2003. Disponível em:. Acesso em: 18/05/2016.

Antonio, G.E.; Sánchez, D.; Williams, T.; Marina, C.F. Paradoxical effects of sublethal exposure to the naturally derived insecticide spinosad in the dengue vector mosquito, Aedes Aegypti. Pest Manag Sci, Willey Interscience, 2009.

ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Monografia de Agrotóxicos. Disponível em: < http://portal.anvisa.gov.br/documents/111215/117782/E24%2B%2BEspinosade_novo.pdf/00739bf6-b23f-4f9c-864c-b51a25ef0972 >. Acesso em: 18/01/2017.

Bond, J. G.; Marina, C. F.; Williams, T. The naturally derived insecticide spinosad is highly toxic to Aedes and Anopheles mosquito larvae. Medical and veterinary entomology, v. 18, n. 1, p. 50-56, 2004.

BRASIL. Ministério da Saúde. PORTARIA Nº 2.914, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2011. Dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Disponível em:. Acesso em: 18/05/2016.

CONAMA, Conselho Nacional do Meio Ambiente. RESOLUÇÃO Nº 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. Alterado pela Resolução CONAMA 397/2008. Disponível em: . Acesso em: 18/05/2015.

CONAMA, Conselho Nacional do Meio Ambiente. RESOLUÇÃO CONAMA nº 396, de 3 de abril de 2008. Dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento das águas subterrâneas e dá outras providências. Disponível em:. Acesso em: 18/05/2016.

Câmara, S. A. V. Fatores de risco para câncer de estômago: avaliação dos teores de nitrato e nitrito em linguiças. Campo Grande, 2006. p 30.

CIRCABC. Communication and Information Resource Centre for Administrations, Businesses and Citizens. 2010. Spinosad Product-type 18 (insecticides, acaricides and products to control other arthropods). Disponível em: . Acesso em: 30/03/2016.

DPR. 2002. Environmental Fate of Spinosad. Volume No. 95812-4015. Department of Pesticide Regulation, Sacramento, California.

EC, European Commission. EU Pesticides database. 2016. Spinosad. Disponível em: . Acesso em: 18/05/2016.

EPA. United States Environmental Protection Agency. 1999. Spinosad Bait Spray Applications. Disponível em: . Acesso: 16/05/2016.

EPA. United States Environmental Protection Agency. 2008. Spinosad. Residue Chemistry Summary for Ear Tag Use on Beef and Dairy Cattle. Disponível em: . Acesso em: 10/03/2016.

Hutchins, S.H; Sparks, T.C; Thompson, G.D. 2000. Development of Spinosad and Attributes of A New Class of Insect Control Products. Disponível em: . Acesso em: 22/03/2016.

Oliveira Júnior, R. S.; Constantin, J.; Inoue, M. H. (Ed.). Biologia e manejo de plantas daninhas. Curitiba: Omnipax, 2011. p. 263-304.

OMRI. Organic Materials Review Institute. 2002. National Organic Standards Board Technical Advisory Panel Compiled by OMRI for the USDA National Organic. Disponível em: . Acesso em: 15/03/16.

PPDB. Pesticide Properties DataBase. 2016. Spinosad. Disponível em: . Acesso em: 16/05/2016.

Pest Management Science. An ecological risk assessment for spinosad use
on cotton. v.58, n.1, p.70-84, January 2002.

SBMCTA. Sociedade Brasileira de Mutagênese, Carcinogênese e Teratogênese Ambiental. 2011. Protocolo para Derivação de Critérios de Qualidade da Água para proteção da Vida Aquática no Brasil. Disponível em: . Acesso em: 30/04/2016.

Stebbins, K.E.; D. M. Bond.; Novilla, D. M. M. N. and Reasor, M.J. 2001. Spinosad Insecticide: Subchronic and Chronic Toxicity and Lack of Carcinogenicity in CD-1. Disponível em: . Acesso em: 13/03/2016.

Umbuzeiro, G. A. (coordenação). Guia de potabilidade para substâncias químicas. São Paulo: Limiar, 2012.

USDA. United States Department of Agriculture. 2014. Human Health and Ecological Risk Assessment for STATIC™ Spinosad ME Bait Applications. Disponível em: . Acesso em: 27/04/2016.

USEPA. United States Environmental Protection Agency. 1999. Spinosad; Pesticide Tolerances for Emergency. Disponível em: . Acesso em: 19/05/2016.

USEPA. United States Environmental Protection Agency. 2009. Office of Prevention, Pesticides and Toxic Substances. Disponível em: . Acesso em: 02/04/2016.

WHO. World Health Organization. Guidelines for Drinking-water Quality. 2011. Disponível em: . Acesso em: 26/04/2016.

WHO/HSE/WSH. World Health Organization; Health and safety Executive; World Health Survey. 2010. Spinosad DT in Drinking-water: Use for Vector Control in Drinking-water Sources and Containers.

WHO. World Health Organization. 2014. WHO Specifications and Evaluations for Public Health Pesticides. Disponível em: . Acesso em: 27/04/2016.

WHOPES - WHO PESTICIDE EVALUATION SCHEME. WHOPES - recommended compunds and formulations for control of mosquito larvae. Disponível em: < http://www.who.int/whopes/Mosquito_Larvicides_Sept_2012.pdf >. Acesso em: 19/06/2016.

Zequi, J.A.C; Maiola, M.R.A. Qualidade de vida em Londrina – Um enfoque ambiental. Editora UniFil, p. 22, Centro Universitário Filadélfia. Londrina, 2014.
Published
2018-10-31
How to Cite
Bizon, L., Gonçalves, P. B., & de Campos, M. da R. (2018). Características físico-químicas e toxicológicas do agrotóxico Espinosade, 11(3). https://doi.org/10.22280/revintervol11ed3.317